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Embratur quer casinos no Brasil como modelo de Macau e Singapura

O presidente do Instituto Brasileiro do Turismo – Embratur, Gilson Machado Neto disse nesta terça-feira (15) em entrevista à Agência Lusa que vai ser proposto ao Congresso a autorização de abertura de cassinos em ‘resorts’ integrados como os de Macau e Singapura.

Gilson Machado Neto disse em Macau, à margem de um fórum internacional dedicado ao turismo, que há várias “ações ambiciosas” que vão ser enviadas ao Congresso brasileiro ainda este ano, mas que há também uma proposta que está a ser alvo de análise: a abertura de cassinos no Brasil.

“Outra coisa que temos em mente é a liberalização de ‘clusters’ de resorts integrados como este [MGM, em Macau], de cassino, no Brasil”, explicou.

“No Brasil o casino ainda é proibido”, lembrou, pelo que é necessário garantir uma mudança legislativa para concretizar esta aposta na indústria do jogo e do lazer.

“É esse modelo de Macau e de Singapura que nós estamos a estudar e vamos apresentar ao Congresso”, precisou Gilson Machado Neto.

Na capital do jogo mundial, onde são esperados cerca de 40 milhões de visitantes este ano, o ministro do Turismo brasileiro já tinha feito questão de apontar, na segunda-feira(14), uma das apostas para impulsionar ainda mais o turismo e o financiamento privado: os cassinos.

“Quero lembrar que o [poder] legislativo no Brasil avalia regulamentar a operação de cassinos em ‘resorts’ [integrados], abrindo grandes vias de investimento” no país, sublinhou Marcelo Álvaro Antônio, à margem do Fórum de Economia de Turismo Global, que termina hoje (15) em Macau.

Também na segunda-feira, em resposta a uma pergunta da Lusa, a empresária Pansy Ho disse que “a experiente indústria do jogo de Macau” veria com interesse um possível investimento no Brasil, caso o país opte pela abertura de cassinos em ‘resorts’.

A multimilionária e acionista de referência de um dos operadores do jogo em Macau, a MGM China, frisou que não se pode esquecer que o Brasil “é uma das maiores economias da América Latina” e que o interesse dependerá sempre das condições futuras, de critérios e expectativas a serem definidos.

“Os operadores e ‘resorts’ integrados de Macau têm obviamente experiência e ‘know how’”, pelo que um investimento nesta área seria sempre atrativo, tanto para os promotores do jogo no território, como outros espalhados pelo mundo, sublinhou aquela que é também embaixadora da Organização Mundial do Turismo, agência especializada da ONU.

Macau, capital mundial do jogo e único território na China onde o jogo em cassino é legal, registrou, no ano passado, 302,846 mil milhões de patacas (32,796 mil milhões de euros) em receita do jogo, um aumento de 14% em relação face a 2017.

Em Macau existem três concessionárias (Sociedade de Jogos de Macau, Galaxy e Wynn resorts) e três subconcessionárias (Venetian, MGM Resorts e Melco), sendo que metade dos operadores têm capital norte-americano.
Fonte: Porto Canal com Lusa